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Oir o rio

Atividades pedagógicas

Professor(a), disponibilizamos aqui atividades para você trabalhar o livro "Oir o rio" com seus alunos:

Como a BNCC, Base Nacional Comum Curricular, não possui uma seção específica para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), as atividades a seguir aplicam as mesmas competências e habilidades do ensino regular – neste caso, do Ensino Médio. Porém, foram feitas adequações metodológicas que respeitam a andragogia, ou seja, a área do saber que se preocupa com a aprendizagem de adultos e suas especificidades. Neste sentido, respeita-se a vivência dos estudantes e são empregadas situações do cotidiano, sempre que possível, o que está respaldado pela Resolução nº 01/2021, que instituiu as Diretrizes Curriculares para EJA. 

Também reforçamos que as atividades que seguem contemplam as quatro habilidades básicas da comunicação, ou seja, a fala, a escrita, a leitura e a escuta.


Atividade: É preciso saber ouvir um rio

Para iniciar esta atividade de pré-leitura da obra, você apresentará à turma apenas as ilustrações, sem ainda se ater ao texto. Peça aos alunos que comentem rapidamente cada dupla de páginas. Os elementos que compõem as ilustrações podem ser caracterizados em elementos botânicos, zoológicos e geológicos. Use o quadro para isso: faça uma tabela com três colunas e vá escrevendo tudo o que os alunos destacarem em suas falas.
A seguir, leia em voz alta a dedicatória do autor que se encontra na página 5 e pergunte aos estudantes a quê Adriano Messias está se referindo. Caso eles não se recordem ou não tenham ouvido falar do rompimento das barragens em Mariana e Brumadinho, atualize-os rapidamente a respeito. Trabalhe com eles, sobretudo, o final da dedicatória, em que se lê: “É dito e feito: se na árvore do respeito nasce o broto da responsabilidade, este último só desabrocha nas ramas do afeto”.
O próximo passo é situar seus alunos geograficamente. Se possível, leve para a sala um mapa contendo as bacias hidrográficas brasileiras e comente rapidamente sobre cada uma. Dependendo do lugar em que os estudantes moram, eles podem conhecer rios como o do livro. Se não, aproveite para abordar cursos d’água da região. Se houver alguma tradição ligada à vida ribeirinha em sua cidade, aproveite para explorá-la com sua turma com um bate-papo descontraído.
Por causa da pertinência com o livro Oir o Rio, indica-se a catástrofe da barragem que destruiu Bento Rodrigues como continuidade da atividade, mas você pode escolher algum outro desastre ambiental.

Relembre com sua turma os principais pontos sobre o desastre de Mariana a partir de um quadro que você pode fixar na parede com os seguintes dizeres:

Na trilha da catástrofe (fazer quadro)
a) em 5 de novembro de 2015, uma barragem com rejeitos da exploração de minério de ferro se rompeu;
b) 62 milhões de metros cúbicos de lama destruíram o distrito de Bento Rodrigues, município de Mariana, MG;
c) a lama soterrou o local e chegou ao rio Doce, vindo a atingir o mar no Espírito Santo;
d) diversos ecossistemas e comunidades humanas ainda não se restabeleceram dos impactos deste que é um dos maiores desastres ambientais do Brasil.

Em seguida, a turma será dividida em três grandes grupos. Cada um deverá pesquisar e preencher uma das colunas da tabela a seguir, dividindo seu tema por tópicos que forem aparecendo durante a investigação.


Impactos gerais na Bacia do rio Doce

Impactos específicos em ecossistemas fluviais e marinhos

Impactos em Bento Rodrigues

Exemplos:
contaminação das águas com lama tóxica;
mortandade das formas de vida fluviais;
possível extinção de espécies de peixes que sofreram impactos diretos;
crises no abastecimento de água potável em várias cidades ao longo do rio Doce.

Exemplos:
contaminação das águas com lama tóxica;
impactos incertos e duradouros em fauna e flora fluviais e marinhas, incluindo o entorno dos rios e das praias (mangues);
contaminação da Reserva Biológica de Comboios;
interdição de praias para banho e surfe.

Exemplos:
morte/desaparecimento de moradores;
morte/desaparecimento de animais domésticos;
destruição das residências de Bento Rodrigues;
destruição da infraestrutura geral de Bento Rodrigues (saúde, saneamento básico, escolas , etc.);
destruição de áreas de preservação da Mata Atlântica e de áreas agrícolas.

Em seguida, os alunos de cada grande grupo deverão escolher qual dos tópicos serão trabalhados por eles. Exemplo: se dois ou três alunos de um determinado grupo ficaram com “mortandade das formas de vida fluviais”, eles deverão organizar um breve painel no qual vão expor os aspectos encontrados. O conjunto dos painéis formará um seminário, no qual deve se incluir um momento para debate.


Atividade: Colagens inspiradas nas formas, traços e cores da capa e das guardas do livro

Exponha aos alunos as imagens da capa e das guardas do livro. Peça para que eles comentem as formas que estão vendo (peixes, aves, plantas, etc.). Pergunte como os desenhos são trabalhados em termos de traços e cores.
A seguir, divida a turma em grupos e distribua algumas revistas usadas para cada um. Além disso, os estudantes devem utilizar régua, tesoura, cola, barbante, papelão e outros recursos que estejam disponíveis.
O objetivo é o de cada grupo fazer uma colagem inspirada nos desenhos vistos. Para isso, estimule-os a recortarem páginas que contenham estampas em cores contrastantes e bem definidas. Eles deverão usar lápis ou canetas apenas para delinear o local a ser recortado, se for o caso. No mais, toda a colagem deve ser feita a partir das formas geométricas e coloridas que forem separando.
Peça para cada grupo apresentar seu trabalho ao final, comentando as impressões que tiveram.


Atividade: Intertextualidade de “Oir o Rio” com poema de Manoel de Barros

Apresente aos alunos uma cópia do poema Livro de pré-coisas, de Manoel de Barros (cf. BARROS, p. 219-223). Primeiramente, peça aos alunos que leiam em voz alta este poema e depois se voltem à obra Oir o Rio. Eles devem buscar as semelhanças formais e conteudísticas em ambos os textos. Para isso, você pode lhes apresentar uma tabela para orientação.


Análise da composição poética:

Poema

Livro de pré-coisas

Oir o Rio

Temática


Interiorana, sertaneja, caipira.

Caracterização da ambientação

Um rio em cujas margens acontecem vários fenômenos e eventos que contam com presenças de elementos humanos e do mundo natural. Porém, enquanto o livro de Adriano Messias segue de fato o curso d’água, no poema de Manoel de Barros, o rio aparece aqui e acolá, e não ganha o protagonismo que há em Oir o Rio.

Um rio em cujas margens acontecem vários fenômenos e eventos que contam com presenças de elementos humanos e do mundo natural.
É em torno do rio e nas águas deste que tudo acontece no poema de Adriano Messias. O rio é o grande personagem da obra.

Exemplificação de coincidências lexicais

Por exemplo, ambos os autores tratam de um rio e de vários seres próximos ao ecossistema em torno deste: rãs, lagarta, lesma, vaca, vaga-lume, árvore, brejo, sapo, peixe, jacaré, menino, pedra, bicho, formiga, lodo, etc.

Por exemplo, ambos os autores tratam de um rio e de vários seres próximos ao ecossistema em torno deste: rãs, lagarta, lesma, vaca, vaga-lume, árvore, brejo, sapo, peixe, jacaré, menino, pedra, bicho, formiga, lodo, etc.

Características da linguagem

Trata-se de uma linguagem simples e singular que tem o poder de evocar imagens que rompem com a lógica do mundo civilizado e envereda pelas reinvenções linguísticas.

Trata-se de uma linguagem simples e singular que tem o poder de evocar imagens que rompem com a lógica do mundo civilizado e envereda pelas reinvenções linguísticas.

Qual a temática metafísica/ filosófica de cada poema

Pode-se dizer que ambos os poemas tratam da passagem do tempo e aludem à própria vida. São textos existencialistas. Os seres e as coisas são carregados de elementos filosóficos que você pode explorar com os alunos.

Pode-se dizer que ambos os poemas tratam da passagem do tempo e aludem à própria vida. São textos existencialistas. Os seres e as coisas são carregados de elementos filosóficos que você pode explorar com os alunos: “A lesma sabe das coisas que não sei6” (página 40). No caso específico de Oir o Rio, é uma obra que nos faz refletir sobre a perenidade das coisas e a beleza inerente ao momento que passa, a esse “presente contínuo” que dificilmente paramos para observar. É nele que reside a beleza das coisas mais comuns.

A atividade se dará por concluída quando você perceber que os alunos foram capazes de analisar comparativamente os textos, extraindo deles exemplos que justifiquem suas afirmações.


Atividade: Do livro para a comunidade: formas e saberes da cultura local

No primeiro momento desta atividade, seus alunos devem inicialmente buscar no livro “Oir o Rio” aspectos ligados a dimensões culturais, sociais, históricas, econômicas e estéticas mediante suas próprias aferições. Alguns exemplos que podem ser explorados em sala de aula: sendo um rio bem brasileiro, ele traz elementos comuns a diversas regiões: animais, como onça e sagui, indicam mata, floresta, Pantanal, Amazônia, etc. As matrizes africanas estão representadas quando se diz que “Cabeça de menino é também seu ori7” (página 10); já “Iro”, o nome de um menino evocado na obra (página 10), também é uma palavra japonesa que significa “cor”. Quando se diz “piá” e “guri” (página 46), se está aludindo, respectivamente, ao modo de se falar no Paraná e no Rio Grande do Sul.
Há ainda inferências às culturas ribeirinhas, sertanejas, caipiras e até mesmo caiçaras se pensarmos em elementos como “feixes de lenha”, “trouxa de roupa da lavadeira”, “sabão de cinza dentro da cuia”, “pedaço de anil, “chita”, “tergal” (página 11); “peneira” (página 13), “pescador” (página 14).
Existe a descrição de uma enchente que não se sabe ser consequência de alterações usuais das estações do ano ou se foi promovida por algum desastre ambiental causado pelos humanos. Uma dica está no verso “Se chove e encharca, vem enchente” (página 18), mas aí também não se pode deduzir que era uma chuva usual. Todas essas são questões que caberão à fantasia do leitor.

Na enchente, mais elementos e artefatos culturais boiam nas águas: “camas”, “gamelas”, “potes”, “santos”, “rezas”, “velas” (página 19), o que tem relação com o catolicismo e sobretudo com o sincretismo religioso com as matrizes africanas tão comuns no país. Há referência a uma “capelinha demolida” e “peixe batizado” (página 27).

Outro aspecto que pode ser enfatizado é que muitas construções de Adriano Messias vêm carregadas da força dos ditados populares, a exemplo de “No meio do barro, até sapo é elegante!” (página 31); “Todo homem ao longe é uma quase-árvore” (página 34); e “Gente não sabe, só escuta” (página 42).
O segundo momento consiste em dividir a turma em grupos para que cada qual explore, na própria comunidade, algum aspecto cultural, estético e social que tenha surgido da leitura e do estudo de Oir o Rio. Algumas sugestões:
a) um levantamento de cunho etnográfico sobre ditados e ditos populares, incluindo-se também superstições, receitas, anedotas, etc.;
b) um estudo sobre a presença de atividades artísticas ou artístico-religiosas de matrizes africanas e indígenas;
c) um estudo sobre a estética das roupas, das ruas, das casas, a fim de se apreender alguma influência de matrizes africanas, indígenas e/ou europeias;
d) uma pesquisa sobre os objetos e ferramentas do dia a dia, sobretudo ligadas a profissões mais tradicionais: pescador(a), lenhador(a), costureiro(a), cozinheiro(a), benzedor/benzedeira, mãe de santo, pai de santo, rezador, rezadeira, catador(a) de mariscos, coletor(a) de castanhas, etc.
Tudo o que os diferentes grupos pesquisarem deve ser catalogado por meio de fotos e em texto escrito. Esse material deverá ficar disponível ainda em alguma plataforma online escolhida por todos.


Atividade: Ações humanas propiciadoras de enchentes, alagamentos e inundações

Retome com os alunos o texto de Oir o Rio das páginas 18 e 19. Pergunte se eles acham que a enchente relatada no livro teria causas humanas ou não. Deixe-os fantasiar livremente.
Tomando como mote para esta atividade o problema recorrente de enchentes em nosso país, peça aos estudantes que mencionem alguns fatores humanos que sejam especificamente facilitadores de enchentes e inundações, a exemplo do lixo acumulado em ruas e bueiros, da existência de lixões em certas regiões, da presença de indústrias que poluem e obstruem cursos d’água com dejetos, da impermeabilização do solo por conta de asfalto e concreto (no caso de cidades grandes como São Paulo), do desmatamento de encostas (as raízes das plantas mantêm a terra mais compacta), etc.
Apresente também o vídeo a seguir para que os alunos entendam a diferença entre “enchente”, “alagamento” e “inundação”: https://livro.pw/faybp.
Então, pergunte se por acaso algum desses três fenômenos acontece na rua, no bairro ou na cidade em que moram e por quê.
O próximo passo é os alunos, em grupo, criarem uma maquete alusiva à explicação do vídeo acima, de preferência inspirando-se na topografia da região em que moram.




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