Sowilo Editora de Livros São Paulo
Menu
Telefone Sowilo Editora de Livros São Paulo11 38684922
Busque livros em nosso catálogo

O vaqueiro Boaventura e sua peleja com a vaca Lua

Professor, disponibilizamos aqui atividades para você trabalhar o livro "O vaqueiro Boaventura e sua peleja com a vaca-lua" com seus alunos:


Atividade “Pré-leitura e Leitura”

a) Pré-leitura

Educador(a) mediador(a), apresente aos estudantes a capa e a contracapa do livro de Adriano Messias. Leia o título, o nome do autor e do ilustrador e pergunte o que esses dados, junto às ilustrações, podem sugerir sobre a obra. Peça também para que comentem sobre a composição gráfica, em que se vê a metade da cara de uma vaca ao lado da metade do rosto de um vaqueiro. Estimule-os a formular hipóteses sobre essa ilustração.
Pergunte, em seguida, se já ouviram falar da lenda do vaqueiro Boaventura. Se não sabem nada a respeito, não lhes adiante a história. Prefira situá-los geograficamente a partir de um mapa da Região Norte do Brasil. Faça perguntas sobre o estado do Pará e procure saber se alguém tem informações sobre a Ilha de Marajó. Dependendo do lugar em que os estudantes moram, eles podem conhecer a realidade de terras que alagam periodicamente de acordo com a época do ano e com o fluxo dos rios. Se houver alguma tradição ligada à vida ribeirinha em sua cidade, aproveite para explorá-la com sua turma mediante um bate-papo descontraído. Por fim, explique-lhes brevemente sobre a figura do famoso vaqueiro.

b) Leitura

Após o bate-papo anterior, faça, em voz alta, uma primeira leitura. No final, peça que comentem livremente sobre o que acharam da história.
Em seguida, eles deverão localizar os topônimos que aparecem no texto, com a ajuda do Google Maps e de um mapa físico da Região Norte do Brasil.
O próximo passo é investigar os recursos multissemióticos do conto: proponha uma releitura de todo o texto dividida em várias etapas, realizada por alguns alunos alternadamente e em voz alta. É pertinente discutir com eles as relações entre as imagens e o texto escrito. É aqui que você também descobrirá em que medida eles dominam de fato o vocabulário da obra.
Deve-se ter em conta que muitas das novas palavras que conhecemos são aprendidas mediante a dedução (observando-se imagens, por exemplo) e pelo contexto oferecido. No quadro a seguir, você encontrará algumas das possíveis palavras e expressões que os estudantes podem não conhecer. Trabalhe seus significados, dividindo-as em categorias. Nesse momento, é fundamental dar tempo aos alunos para que eles localizem o léxico e procurem cada definição em dicionários. Explique também que alguns dos novos vocábulos são regionalismos que podem não constar em dicionários formais.

Exemplo de quadro de palavras desconhecidas:
“cabrocha”, “pajelança”, “igapó”, “biribá”, “bruaca”, “igarapés”, “aningaçu” (página 4), “caburé”, “batelão”, “banzeiro” (página 7), “japim”, “nhambiquara”, “garrafagens”, “quiriri”, “malva-de-marajó”, “caído na buraqueira” (página 8), “taramela”, “caitutu” (página 11), “saraivada de homens”, “já envém” (página 15), “mulherame” (página 17), “sumidouro” (página 23), “palha de carnaúba”, “atoleimados”, “canarana” (página 27), “carimbó”, “acesume”, “dançará”, “guarás”, “corre-boca” (página 29).


Exemplo de quadro para classificação dos novos termos e palavras:

Termos da botânica: biribá, aningaçus, nhambiquara, palha de carnaúba, canarana, malva-de-marajó 

Termos da zoologia:  caburé, japim, caitutu, guarás

Termos de hidrografia e vegetação igapó, igarapés, sumidouro Brasileirismos cabrocha; caído na buraqueira (embriagado, alcoolizado); mulherame; saraivada de homens (grande quantidade de homens); “já envém” (linguagem coloquial para “já vem”); atoleimado; “dançará” (linguagem coloquial para “baile, “festa com dança”); corre-boca; acesume (assanhamento) 

Usos, costumes e objetos: pajelança, bruaca, garrafagens, taramela, carimbó 

Termos ligados à navegação: batelão, banzeiro


Exemplo de quadro para definição dos novos termos e palavras:
Vocabulário de O vaqueiro Boaventura e sua peleja com a vaca-lua em ordem alfabética:
atoleimado abobado; tolo
biribá fruta de sabor marcante, doce e agradável da região amazônica
cabrocha: moça filha de etnias diferentes; mestiça (não possui tom pejorativo)


Atividade “O vaqueiro Boaventura e sua peleja com a vaca-lua e O gado do Valha-me-Deus – dialogia”

Apresente aos estudantes uma cópia digital ou impressa do conto O gado do Valha-me-Deus, de Inglês de Sousa . Por se tratar de autor em domínio público, há várias fontes disponíveis na internet. Eles devem realizar a leitura em duplas e, no final, preencher uma ficha comparativa entre ambos os contos. Para isso, também devem ter em mãos o livro de Adriano Messias.

Exemplo de ficha comparativa:

- O vaqueiro Boaventura e sua peleja com a vaca-lua  
Autor: Autor:
Época a que pertence a obra: Época a que pertence a obra:
Gênero literário: Gênero literário:
Temática: Temática:
Tipo de narrador: Tipo de narrador:
Ambientação: Ambientação:
Algumas palavras e expressões que caracterizam a cor local: Algumas palavras e expressões que caracterizam a cor local:
Personagens principais: Personagens principais:
O que caracteriza essa obra como literatura fantástica: O que caracteriza essa obra como literatura fantástica:


- O gado do Valha-me-Deus
Autor: Autor:
Época a que pertence a obra: Época a que pertence a obra:
Gênero literário: Gênero literário:
Temática: Temática:
Tipo de narrador: Tipo de narrador:
Ambientação: Ambientação:
Algumas palavras e expressões que caracterizam a cor local: Algumas palavras e expressões que caracterizam a cor local:
Personagens principais: Personagens principais:
O que caracteriza essa obra como literatura fantástica: O que caracteriza essa obra como literatura fantástica:

A seguir, deixamos um pequeno texto para contextualizá-lo sobre o conto de Inglês de Sousa.

Apontamentos sobre O gado do Valha-me-Deus

No conto de Inglês de Sousa, o narrador usa um tom coloquial, com frases interpostas, que, possivelmente, influenciaram até mesmo Guimarães Rosa. O personagem Domingos Espalha é um vaqueiro já idoso, que se lembra de um misterioso episódio. Ele e Chico Pitanga, outro vaqueiro, ao procurarem uma rês para o patrão, acabam por se deparar com um fenômeno aparentemente fantástico: descobrem o local em que muitas cabeças de gado passaram a noite por conta do capim amassado que encontraram. Os rastros dos bichos apontavam a direção da serra do Valha-me-Deus. Domingos e Chico decidem perseguir os animais. Porém, ainda que os ouçam, não os alcançam jamais. O conto termina com o fracasso da expedição daquela dupla, que nada encontrou. Por isso, não há uma conclusão direta da história .

Assim que todos finalizarem o preenchimento da ficha, realize uma discussão em sala de aula, na qual os estudantes deverão apresentar suas respostas.
É importante você destacar os aspectos dialógicos entre as obras. Enfatize que o dialogismo se apresenta, por exemplo, quando há correlações capazes de demonstrar que os textos possuem intercomunicabilidade (formal e/ou temática). É claro que, para isso, é preciso haver um leitor competente para reconhecer presenças e fenômenos dialógicos, de onde a importância de sua mediação, educador.
Essa atividade se mostra ainda bastante pertinente para estimular leituras mais desafiadoras e variadas, que devem fazer parte da rotina no Ensino Médio.


Atividade “Os biomas brasileiros”

O objetivo desta atividade é permitir que os estudantes saibam delimitar geograficamente os biomas brasileiros para entendimento da preservação da biodiversidade e do patrimônio nacional. O ponto de partida é justamente a presença marcante de aspectos naturais e humanos do bioma amazônico no conto de Adriano Messias, os quais podem ser ilustrados por você a partir de exemplos textuais e imagéticos.
Você pode trabalhar com os seis biomas brasileiros principais, ou com aquele que for mais pertinente à sua região, ou ainda apenas com o bioma da Floresta Amazônica.
O próximo passo é dividir a turma em grupos, compartilhando, com cada um deles, os links a seguir, nos quais deverão realizar uma pesquisa principal. Materiais bibliográficos da própria biblioteca da escola ou da comunidade também completarão a tarefa.

Links:
“Biomas brasileiros”: https://brasilescola.uol.com.br/brasil/biomas-brasileiros.htm ;
“Biomas/ IBGE”: https://www.ibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/informacoes-ambientais/15842-biomas.html;
“Mapbiomas”: https://mapbiomas.org/.

Tenha também um mapa do Brasil pregado sobre uma folha de isopor, no qual se possam fixar alfinetes e barbantes.
Se sua opção foi dividir a turma em seis grupos exatos, para que cada qual pesquise um dos biomas brasileiros (cerrado, Amazônia, caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e pampa), proponha um seminário em que cada um apresente o que foi pesquisado. Além da ênfase geográfica, os estudantes deverão comentar sobre a biodiversidade da fauna e da flora, sobre comunidades autóctones ou tradicionais, e sobre impactos humanos negativos causados sobre cada bioma.
Finalizadas as apresentações e discussões, os integrantes demarcarão, no mapa do Brasil, a região do bioma com o qual trabalharam. Para isso, usarão alfinetes e barbantes.


Atividade “Problemas ambientais ligados aos rios”

A Bacia Amazônica é a maior bacia hidrográfica do planeta Terra. Como ocorre com boa parte dos rios de nosso país, os poderosos e ricos cursos d’água amazônicos não ficam indenes à poluição, à contaminação e aos desastres ambientais, que incluem matança ilegal de animais e despejo de mercúrio e de outros contaminantes no solo e nas águas.
Para dar início à atividade, retome, com os estudantes, os nomes dos rios mencionados na obra O vaqueiro Boaventura e sua peleja com a vaca-lua. O objetivo é permitir que sejam exercitadas técnicas de apresentação oral de divulgação científica mediante trabalhos em grupo. Explique-lhes que uma exposição científica deve ter caráter informativo, mais didático, e se fundamentar em pesquisas e em dados sólidos e confirmados. Deixamos, nas referências bibliográficas, algumas obras que podem ser úteis para seu aprofundamento, educador (Brandão, 2000; Pinto, 2020).
A seguir, há dois links que apresentam textos que você pode ler e comentar com os participantes, incentivando-os a explicar quais características os tornam textos informativos:
“Pesca predatória dizima os rios da Ilha de Marajó”: https://envolverde.com.br/a-pesca-predatoria-dizima-os-rios-da-ilha-de-marajo/;
“Poluição dos rios”: https://www.infoescola.com/meio-ambiente/poluicao-dos-rios/;
“Apenas 6,5% dos rios brasileiros têm boa qualidade da água, aponta estudo”: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2019/03/23/interna-brasil,744836/apenas-6-5-dos-rios-brasileiros-tem-boa-qualidade-da-agua.shtml.

Como próximo passo, os estudantes, divididos em grupos, farão uma pesquisa a partir de um rio escolhido ou sorteado em sala de aula – você pode privilegiar rios amazônicos –, trazendo informações sobre sua saúde: se está poluído ou não, qual a origem da poluição, quais espécies e ecossistemas são afetados, o que tem sido feito para que o curso d’água seja despoluído, etc.

Localização

Av. Casa Verde, 2515 - Primeiro andar - Casa Verde
CEP 02519-200 São Paulo, SP

Sowilo Editora São Paulo

Nossas Redes

© 2021 Sowilo Editora de Livros São Paulo
Site produzido pela Netface
Atendimento via WhatsApp
Este site pode utilizar cookies para segurança e para lhe assegurar uma experiência otimizada. Você concorda com a utilização de cookies ao navegar neste ambiente? Conheça a nossa Política de Privacidade.