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Chapéu Vermelho de valentia e sua avo cheia de mania


Professor, disponibilizamos aqui atividades para você trabalhar o livro "Chapéu Vermelho de valentia e sua avó cheia de mania" com seus alunos:

Atividade “Pré-leitura e leitura”

Duração: 1 aula (50 minutos).
Áreas do conhecimento: Língua Portuguesa e Arte.
Objetivo principal: apresentar o livro aos alunos; explorar com eles percepções estéticas; estimular o pensamento crítico.
Objetivos secundários: desenvolver a escuta atenta; estimular a leitura dramatizada e a desinibição; aprimorar o gosto pela leitura.
Metodologia: conversação mediada e orientada; escuta; leitura em voz alta.

a) Pré-leitura
Apresente, a seus alunos, um exemplar de Chapéu Vermelho de valentia e sua avó cheia de mania. Procure saber que impressões a imagem da capa e o texto da quarta capa lhes causam e que expectativas são criadas a partir desses elementos. Também pergunte se já haviam lido algum texto do mesmo autor. Esse é um momento de estímulo para se despertar o interesse pela obra.

b) Leitura
Para a leitura do livro em si, crie um ambiente divertido na sala de aula, o qual pode remeter a um momento de contação de história em volta de uma fogueira. Busque colocar elementos de humor no ambiente, os quais permitam que os estudantes entendam a proposta satírica. Uma opção é decorar a sala com elementos que remetam à casa de Chapéu Vermelho ou ao casebre da avó.
Primeiramente, faça toda a leitura em voz alta. Em outro momento, você pode propor uma segunda leitura dramatizada, em que os alunos façam as vozes dos personagens e se revezem nos parágrafos narrativos.
Para finalizar, ouça as percepções dos estudantes e perceba se eles conseguiram aprofundar em outras camadas interpretativas do texto, sobretudo aquelas ligadas às questões raciais, ao abuso de menores, à construção da identidade, etc.


 Atividade “Em que canto estou em meu conto?”

Duração: 1 aula (50 minutos).
Áreas do conhecimento: Língua Portuguesa e História.
Objetivo principal: permitir ao estudante refletir sobre a construção da identidade.
Objetivos secundários: analisar como se pode recriar um conto clássico, dando-lhe novos sentidos e vozes; explorar a redação de narrativa humorística; desenvolver a escrita de maneira lúdica e prazerosa; incentivar os alunos a se verem como protagonistas na própria vida.
Metodologia: conversação orientada; redação individual; expressão oral.

Comece a aula retomando a história de Chapéu Vermelho de valentia e sua avó cheia de mania. Aproveite para explicar o título da atividade “Em que canto estou em meu conto?”. Ou seja, trata-se de uma breve oficina de criação literária – a qual poderá até mesmo ser o ponto de partida para o primeiro projeto sugerido neste Caderno. Nela, os alunos redigirão um conto de fadas inspirado em algum conto clássico, mas usando de recursos estilísticos de humor, ironia e sarcasmo. O termo “canto” se refere ao lugar em que o personagem principal, que deve ser o próprio autor do texto, estará perante a narrativa – a qual seria a metáfora de sua própria vida.
Você pode selecionar previamente alguns parágrafos do texto de Adriano Messias que mostram como ele constrói seus personagens, como os descreve e como os faz expressar suas emoções. Depois, dê espaço para que alunos negros possam falar de referências positivas de sua cultura e história.
A seguir, cada estudante vai escrever uma versão do conto de fadas que quiser, em que o personagem principal deverá ser ele próprio. Devem estar presentes na construção do protagonista: uma característica de personalidade, uma marca de identidade cultural ou familiar (ex.: culinária típica, dança, expressão linguística usada em casa, etc.) e um objeto simbólico (a exemplo da touca de Chapéu Vermelho).
Depois de um tempo determinado, peça para os alunos lerem suas redações em voz alta. Não se esqueça de finalizar a aula com uma reflexão sobre a atividade desenvolvida.
Desdobramento envolvendo as famílias e a comunidade
Peça aos alunos que leiam suas redações em casa e que depois registrem, no caderno, a opinião dos familiares. Em outra aula, eles podem ler os comentários feitos.


Atividade “Conhecendo o bioma da caatinga”

Duração: 1 aula (50 minutos).
Áreas do conhecimento: Ciências e Geografia.
Objetivo principal: conhecer a biodiversidade da caatinga, valorizando um bioma exclusivamente brasileiro.
Objetivos secundários: conhecer o relevo, o clima os animais e as plantas do semiárido; reconhecer a importância da adaptação das espécies às condições da caatinga; desenvolver expressão artística e escrita criativa a partir da caatinga.
Metodologia: análise textual; escrita orientada; exposição de conteúdo didático; estudo de texto com mapa.

Retome Chapéu Vermelho de valentia e sua avó cheia de mania com seus alunos e peça a eles para que, em duplas, transcrevam, no caderno, todas as descrições alusivas ao bioma caatinga, incluindo animais, plantas e relevo. Eles podem organizar tudo em colunas, a exemplo do que se segue :

Espécies vegetais: mandacaru; angico; jurema; aroeira; araruta; graviola; manga-rosa; melão-de-são-caetano; canela-de-ema; cana-caiana; jambo.
Espécies animais: saracura; carcará; garça; cabrita; quati; calango; lobo-guará; muriçoca; murucututu .
Características física do relevo sertão; caatinga; raso; mina; lamaçal; charco; lama.

Quando todos terminarem, peça para que leiam suas listas em voz alta e vá anotando no quadro as palavras sem as repetir. Sempre que necessário, explique o que significa determinado termo. Então pergunte aos alunos o que eles sabem sobre o bioma caatinga e sobre como os seres vivos conseguem viver em clima tão árido.
O próximo passo é distribuir, a cada estudante, uma folha contendo um mapa da região da caatinga com pontos geográficos importantes em destaque. Junto, deve haver um breve texto informando aspectos da exposição que você fará nessa parte da aula, o qual deve conter: localização do bioma e suas principais características físicas, climáticas, hidrográficas, biológicas e humanas.
Para finalizar, pergunte: se a caatinga é tão rica e cheia de vida, por que muitas vezes a vemos só como um lugar seco e pobre? O que precisamos mudar em nosso olhar?


Atividade “‘Quando uma garota diz não... é não!’”

Duração: 1 aula (50 minutos).
Áreas do conhecimento: Língua Portuguesa e Arte.
Objetivo principal: orientar os estudantes sobre situações de assédio ou estupro.
Objetivos secundários: desenvolver nos alunos a percepção de situações que sejam de risco para eles ou para outras pessoas; informar sobre o perigo de situações que envolvam assédio; informar sobre canais de busca de ajuda; desenvolver o senso crítico; criar cartazes contendo orientações do que foi aprendido na atividade.
Metodologia: análise textual; conteúdo expositivo; discussão orientada; desenho.

Escreva no quadro a seguinte frase que está na página 11 de Chapéu Vermelho de valentia e sua avó cheia de mania: “Quando uma garota diz não... é não!”. Pergunte aos estudantes o que isso lhes faz recordar ou se já a ouviram em algum lugar.
Em seguida, explique que se trata de uma frase de luta pertencente aos movimentos feministas e de enfrentamento à violência sexual das décadas de 1970 e 1980, presentes em campanhas internacionais de conscientização sobre estupro e assédio. Ela resume dois tópicos importantes que você deve transmitir aos alunos e que podem ser escritos no quadro: a) o consentimento é indispensável em qualquer relação afetiva ou sexual e b) não há meio-termo: se alguém não consente, qualquer insistência ou ato sexual é violência, pior ainda se for entre adulto e adolescente. Em nosso país, frases semelhantes à que dita por Chapéu também fazem parte de campanhas de combate ao assédio e ao estupro.
Então, retome com seus alunos o episódio do encontro de Chapéu Vermelho com o lobo que a espreitava pelo caminho (p. 8 a 11). Peça para três estudantes fazerem uma leitura dramatizada: a voz de Chapéu, a do lobo e a do narrador.
Em seguida, estimule comentários sobre o que se passou e sobre a reação de Chapéu Vermelho perante o lobo e pergunte: se fosse uma situação real, o que uma garota poderia fazer?
A seguir, você entregará uma folha a cada estudante, a qual deve conter orientações para situações de assédio. O texto pode ser como o que está adiante:

“Como lidar com uma situação de assédio e/ ou estupro

Se a pessoa estiver em perigo imediato, ela deve procurar um local seguro, como uma rua movimentada, um estabelecimento comercial ou a casa de um vizinho.
Se não for possível, deve-se gritar por ajuda ou fazer barulho para atrair a atenção de pessoas que possam interromper o agressor.
Se puder, a pessoa deve enviar, pelo celular, a localização de onde está e uma mensagem curta a alguém de confiança.
Deve-se também ligar para o190, o número da emergência policial no Brasil.
Se a pessoa for menor de idade e estiver sozinha, deve tentar contatar um adulto de confiança ou ligar para o Conselho Tutelar ou para o Disque 100.
Se o assédio já aconteceu ou terminou, provas e evidências devem ser preservadas, e, mensagens, áudios e registros não devem ser apagados.
Se possível, devem-se fotografar hematomas, o local em que ocorreu a agressão e qualquer outra prova, colocando-se datas, horários, nomes e testemunhas.

Canais para denúncia no Brasil:
Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher, com orientação, registro e encaminhamento de denúncias. Ele funciona 24h e é gratuito.
190: Polícia Militar para emergência e para ato em andamento.
Disque 100: canal que funciona 24 horas para denúncias (que podem ser anônimas) de violações de direitos humanos.
Delegacia da Mulher/Delegacia Especializada: recebem registro de ocorrências presencialmente ou pela delegacia eletrônica do estado.
Conselho Tutelar: voltado a vítimas crianças/adolescentes; a intervenção pode ser imediata.
Se necessário, a pessoa deve obter atendimento médico para avaliar ferimentos, realizar exame médico-legal (quando aplicável) e receber profilaxia (HIV, DSTs, anticoncepção de emergência).
Existe também acolhimento psicológico para esse tipo de situação a partir de centros de referência, da Casa da Mulher Brasileira, bem como de diversas ONGs e linhas de apoio.
Se a pessoa tiver medo do que pode vir a ocorrer com ela após a denúncia, pode ainda solicitar medida protetiva à autoridade policial ou à Justiça, a fim de afastar o agressor.”

Trata-se de um assunto delicado, sério e que precisa ser conversado em sala de aula, sobretudo com alunos adolescentes.
Certifique-se de que todos entenderam bem o conteúdo de sua explicação e, para finalizar, peça para que, em grupos, desenhem cartazes inspirados em Chapéu Vermelho e no lobo com frases de informação, orientação, números de telefone e sites para obtenção de ajuda. Os cartazes podem ser distribuídos pela escola.

Localização

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