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Calabo Caja morreu

Atividades pedagógicas

Professor(a), disponibilizamos aqui atividades para você trabalhar o livro "Calabo, Cajá morreu" com seus alunos. As atividades que seguem contemplam as quatro habilidades básicas da comunicação, ou seja, a fala, a escrita, a leitura e a escuta.

Atividade “Pré-leitura e leitura”

Duração: 1 aula (50 minutos).
Áreas do conhecimento: Língua Portuguesa e Arte.
Objetivo principal: apresentar o livro aos alunos; explorar com eles percepções estéticas e críticas.
Objetivos secundários: desenvolver a escuta atenta; estimular a leitura dramatizada e a desinibição; aprimorar o gosto pela leitura.
Metodologia: conversação mediada e orientada; escuta; leitura em voz alta.

a) Pré-leitura

Educador(a) mediador(a), apresente, a seus alunos, um exemplar de Calabo, Cajá morreu. Procure saber que impressões a imagem da capa e o texto da quarta capa lhes causam e que expectativas são criadas a partir desses elementos. Também pergunte se já haviam lido algum texto do mesmo autor. Esse é um momento de estímulo e de se despertar o interesse pela obra. Provavelmente, os alunos já adivinharão o jogo de palavras que existe no título da obra e você aproveitará para explorar isso um pouco mais com eles.
Em seguida, você lerá em voz alta apenas a página 3 e depois pedirá comentários para as seguintes perguntas: a) o depoimento do autor do livro nos faz pensar em que tipo de injustiça ocorrida na infância?; b) por que o escritor diz que aquela foi a primeira fake news de sua vida?; c) o que é uma fake news?; d) alguém já viveu alguma situação parecida à do autor na própria escola, em casa ou com os amigos?; e) que tipo de narrativa se imagina que seja a de Calabo, Cajá morreu a partir do depoimento autoral? Será que o escritor nos deu alguma dica que nos ajuda a estarmos preparados para o que vamos encontrar no texto?

b) Leitura

Para a leitura do livro em si, são sugeridas duas alternativas de trabalho:
a) você começa em sala de aula/biblioteca lendo o primeiro capítulo e, depois, seus alunos continuam em casa, e você marca uma data para conversarem sobre o livro;
b) você realiza toda a leitura em sala, já que o texto é instigante e dinâmico.
Você pode propor, após uma primeira leitura, uma segunda, dramatizada, em que determinados estudantes façam as vozes dos personagens quando há diálogo direto e outros estejam incumbidos da narração em primeira pessoa.



Atividade “Leis que protegem contra o racismo”


Duração: 2 aulas (50 minutos cada).
Áreas do conhecimento: Língua Portuguesa e História.
Objetivo principal: apresentar aos alunos, de forma acessível, algumas leis brasileiras que combatem o racismo.
Objetivos secundários: promover a valorização da identidade e desenvolver o respeito ao outro; interpretar a narrativa, problematizando questões expressas por personagens racistas, a exemplo do senhor Cajá, do padre, da professora de Kiluanji e de seus colegas.
Metodologia: conversação mediada e orientada; análise textual em duplas; jogo em grupos.

Comece essa primeira aula da atividade retomando algum trecho de Calabo, Cajá morreu que expresse o racismo de um personagem para com outro, a exemplo da fala de Cajá que está na página 10: “– Canduca, você sabe que não se deve misturar preto com branco, de modos que essa moçoila aí tem é de namorar gente da cor dela, da raça dela. O povo já está comentando e assuntando tanto na vila quanto na cidade”.
Comente o trecho com os estudantes e, a partir daí, divida a turma em duplas, para que estas selecionem mais excertos da história que tratem de questões raciais e, sobretudo, da queixa de determinados personagens sobre a falta de leis antirracistas na época em que viviam. Essa última questão se mostra bem evidente em algumas páginas:

9 “Naqueles idos, por pura falta de lei a favor da gente preta, a vila consentiu (...).”
10 “(...) não havia lei para os pretos. Nada, nada.”
12 “Naquele tempo sem lei nem rei (...).”
26 “A gente não tem quem nos defenda.”; “(...) aqui, nesse fim de mundo... Quem nos protegerá?”

Na segunda aula, você explicará os três marcos legais para a proteção contra o racismo: a Constituição de 1988, que afirma que todos são iguais perante a lei, sem distinção de raça, cor ou religião; a Lei 7.716/1989, que define os crimes de racismo, como negar emprego ou atendimento médico por causa da cor da pele; e a Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileiras e africanas nas escolas. Todas as explicações podem ser feitas oralmente e com auxílio de projeções ou cartazes.
Para finalizar, os alunos, divididos em grupos, deverão jogar o jogo “antirracismo em ação”. Cada grupo receberá cartas, previamente separadas por você, contendo exemplos de situações racistas. Exemplos: “um aluno é chamado de macaco pelos colegas”, “uma pessoa não pode entrar em uma festa por ser negra”, “uma diretora impede uma professora de realizar um projeto sobre religiões de matrizes africanas”, etc. Cada grupo, ao ler o exemplo contido em determinado cartão, deve responder a qual lei a situação estaria mais diretamente relacionada e o que poderia ser feito. Nesse momento, é importante você explicar que, em casos de racismo, pode-se fazer um boletim de ocorrência em uma delegacia de polícia. Alguns estados dispõem também de delegacias especializadas em crimes raciais e de intolerância religiosa. Em algumas situações, o boletim pode ser registrado online. Denúncias também podem ser realizadas diretamente no Ministério Público estadual ou federal, que fiscaliza e processa crimes contra direitos humanos.
Para encerrar a atividade, cada grupo retoma os exemplos de Calabo, Cajá morreu trabalhados na aula anterior para tentar situá-los em uma determinada lei de nossos dias. Reforce que as leis existem para garantir o respeito e punir o racismo, mas que as pessoas também devem combater os preconceitos.

Desdobramento envolvendo as famílias e a comunidade

Você pode reservar uma terceira aula para o tema, na qual os alunos apresentarão situações de racismo que pessoas de suas famílias, bairros ou comunidades já viram ou já sofreram. Esses casos serão coletados previamente, mediante entrevistas, e devem ser estudados e comentados em sala de aula.


Atividade “O peso dos nomes e apelidos”

Duração: 1 aula (50 minutos).
Áreas do conhecimento: Língua Portuguesa e Arte.
Objetivo principal: refletir sobre como preconceitos e ofensas podem se expressar por meio de nomes, apelidos e comparações.
Objetivos secundários: promover a valorização da identidade e desenvolver o respeito ao outro.
Metodologia: leitura dramatizada; conversação orientada; confecção de cartaz.

Retome, com os alunos diversos trechos do capítulo 2 de Calabo, Cajá morreu em que o narrador discute os nomes e apelidos de si e de outros personagens. Para isso, proponha uma leitura dramatizada em voz alta e, no final, discuta com todos sobre os impactos negativos ou positivos dos nomes e apelidos na vida dos personagens Kiluanji, Dona Clarabela, Mariinha, Colibri e Argemiro.
Pergunte se os estudantes já conheceram alguém que era chamado por um nome ou apelido de que não gostava e questione: por que algumas palavras se tornam ofensivas? O que elas carregam? Quais prejuízos podem acarretar à vida da pessoa apelidada? Qual a diferença entre um apelido carinhoso e um ofensivo? Será que uma palavra pode ter significados totalmente diferentes dependendo da cultura? Dessa forma, podemos afirmar que o que dizemos vem com a carga cultural da sociedade em que vivemos? Também aproveite para ler, com sua turma, o oitavo parágrafo da página 19, onde está a seguinte construção: “Lá na vila, pobre só tinha nome completo quando estava num caixão”. Discuta com todos o que o excerto significa.
Em seguida, proponha nova leitura dramatizada em voz alta, dessa vez, do capítulo 3. Nesse texto, Kiluanji reclama de seu nome de batismo e das confusões que isso lhe acarretava. Peça também para que os alunos comentem o que foi lido.
Então escreva no quadro o seguinte trecho: “Só não deixava me chamarem de nome de bicho. Isso não. Claro que eu gostava dos animais, mas era porque – pense bem –, sempre que se quer ofender outra pessoa, costuma-se chamá-la de algum bicho” (p. 13). A partir daí, continue a conversação, indagando o que será que o personagem quis dizer. Explique que também se chama uma pessoa de algum bicho porque os animais, infelizmente, foram muitas vezes, no decorrer da história, associados a características pouco valorizadas, a exemplo do burro, com a burrice e a teimosia; do papagaio, com a tagarelice; da tartaruga, com a lentidão, etc. Da mesma forma, uma pessoa com dentes grandes pode ser chamada de coelho e, uma muito magra, de girafa. Esses são termos que podem ofender e magoar muito. Também são atitudes totalmente racistas aquelas em que pessoas negras são associadas a símios para serem xingadas.
O próximo passo é pedir para os alunos comentarem que tipos de sentimentos e emoções são despertados por cada apelido mencionado nos trechos lidos e de que natureza seriam esses preconceitos: racial, étnica, física, intelectual, etc.
Para finalizar, a turma criará, coletivamente, um “código do respeito”: um conjunto de várias frases que resumam como querem se tratar mutuamente na sala de aula (“apelidos, só se forem carinhosos”, “as diferenças de cada um devem ser respeitadas”, etc.). Todas as frases serão anotadas no quadro por você e, posteriormente, transcritas em um cartaz, o qual deverá ser fixado na parede.


Atividade “A voz de Kiluanji ecoa em nós”

Duração: 1 aula (50 minutos).
Áreas do conhecimento: Língua Portuguesa.
Objetivo principal: realizar uma oficina de poesia breve, inspirada no poema do personagem Kiluanji.
Objetivos secundários: produzir poemas autorais que expressem identidade, resistência e sentimentos pessoais; desenvolver o gosto pela poesia.
Metodologia: análise de texto; conversação orientada; produção poética individual.

Releia, com a turma, o depoimento do autor na página 3, de quando seus colegas não acreditaram que ele próprio tinha criado um poema; em seguida, releia, em voz alta e de forma dramatizada, o capítulo 4, no qual se insere uma bela poesia escrita pelo personagem Kiluanji. Em seguida, peça para comentarem tanto o evento real relatado na página 3, quanto o que aconteceu com o protagonista após seu poema ter sido descoberto em sala de aula. Deixe que os estudantes expressem suas emoções e sua indignação pessoal e, em seguida, explique que atos como aqueles não deveriam passar em branco.
Então, transcreva no quadro o poema que Kiluanji fez para a Lua (página 15) e peça para que todos o copiem no caderno. Comente sobre as estrofes, os versos e as rimas.
A seguir, proponha que os alunos se inspirem e criem um poema pessoal que pode ou não ter relação direta com o de Kiluanji. Quem quiser, seguirá a divisão de duas estrofes e quatro versos, mas outras conformações poéticas também são aceitáveis.
Se houver tempo, peça para cada aluno ler seu poema em voz alta ou deixe para que os textos sejam retomados em uma próxima aula. Essa atividade pode servir de ponto de partida para uma oficina de escrita poética mais longa, a ser desenvolvida no decorrer de várias aulas.


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